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25 de Outubro de 2020

Servidores da Saúde - Adoecimento e Direitos Violados

Marta Moura  , Advogado
Publicado por Marta Moura
mês passado

Os servidores da saúde são os que mais adoecem no Brasil, cotidianamente os servidores públicos já vivenciam situações difíceis. “Assédio, alta pressão e ambientes de trabalho inadequados são comuns e contribuem para o aparecimento de transtornos mentais, como burnouts, depressão e ansiedade”1.

Aliado a isso, ainda existe o assédio moral institucionalizado que vem num crescendo nos últimos anos, situações que os dirigentes governamentais têm criado, desqualificando o trabalho de órgãos e servidores, atingindo a toda uma coletividade. Essa postura gera constrangimento e cria desmotivação, falta de perspectiva e adoecimento.

Dados do ano de 2019 do Boletim Epidemiológico dos Servidores Públicos Estatutários (concursados) do Distrito Federal, em um quadro geral de todas as categorias, concluiu que o número de licenças chegou a 15.854, o que gera uma média de 132 atestados por dia. Do total, 53% delas eram de Servidores do Sistema de Saúde; 34% da Educação; e 13% das demais pastas2.

Os Servidores Públicos tem sofrido com a exposição de falsas realidades, pois a absoluta maioria não tem altos salários, regalias e privilégios como é propalado por aí.

Assediados e sobrecarregados, neste momento histórico ainda, enfrentando uma pandemia, o que exacerbou as dificuldades dos servidores da saúde, que já eram muitas, alguns acabam ficando sem condições de continuar trabalhando, doentes e desprotegidos, pois o Estado, é também um ente mal agradecido.

Uma dica que tenho a dar é, em momentos de cansaço, estresse, depressão e adoecimento, não tome decisões definitivas, busque ajuda, busque conselho especializado.

Tenho lidado com casos de profissionais que não aguentando a pressão chegaram a pedir exoneração do cargo, por se sentirem doentes e incapazes de enfrentar as cobranças e os desafios que lhe são impostos, além da falta de acolhimento de colegas e principalmente de gestores despreparados para lidar com as pessoas.

Portanto, evite tomar decisões definitivas sob pressão ou quando estiver se sentindo doente, mas, caso tenha tomado uma decisão prejudicial em momentos de discernimento alterado, saiba que podem se revertidas judicialmente, dependendo, obviamente do caso concreto.

Conte sempre com um profissional especializado e que lhe traga confiança.

1https://desafios.enap.gov.br/deteccao-de-riscosasaude-mental-no-trabalho/

2https://sindsaude.org.br/noticias/sindsaude-df/servidores-da-saúde-ainda-são-os-que-mais-adoecem/

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